Empório Entrevista: Nelson Rosenvald. Nelson estreia no próximo sábado como colunista da Empório do Direito

04/04/2018

O Professor de Direito Civil e Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas, Nelson Rosenvald, é o mais novo colunista da Empório do Direito. Suas produções estarão no site e redes sociais da Empório todos os sábados, a partir do dia 7 de baril, e tratarão sobre Direito Civil.


Segundo Nelson, seus textos serão “pequenos” e trarão “duas características do acadêmico norte-americano: trazer a realidade para o Direito e não tergiversar”. 


Leia a entrevista da Empório do Direito com o colunista Nelson Roselvald na íntegra: 


Nelson, nos conte um pouco sobre você, sobre a sua formação profissional.


“Estudei direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 1989, no ano seguinte à graduação, aos 22 anos de idade, ingressei no Ministério Público de Minas Gerais onde atuo até hoje, como procurador de justiça. Em 1995 comecei a lecionar direito civil em um curso preparatório de Belo Horizonte. Mestrado e Doutorado foram realizados na PUC-SP, ambos sob a orientação do Professor Renan Lotufo - pessoa extremamente culta e generosa. Dentre os meus escritos, destaco uma coleção de 7 volumes de direito civil (escrita em coautoria com o amigo Cristiano Chaves) e um tratado de responsabilidade civil, além de monografias sobre temas específicos. De 2011 para cá me abri para o direito comparado. Realizei dois pós-doutoramentos – direito civil na Roma Tre e direito societário em Coimbra. Também fui professor visitante na Universidade de Oxford e esse ano realizarei mais um sabático, dessa feita como professor visitante na Universidade Carlos III, de Madrid”. 


O que o levou escolher Empório do Direito como meio de colaboração para o aprimoramento da cultura jurídica?


“Vejo com entusiasmo o crescimento da Empório do Direito e, principalmente, a adesão de excelentes articulistas, nomes de respeito por todo o Brasil. Quero participar dessa empreitada e ser parte ativa do processo de consolidação nacional da Empório”. 


Sobre quais temas pretende escrever? O que leitor poderá encontrar em suas produções?


“No âmbito do direito civil pretendo comentar questões jurídicas que permeiam nosso cotidiano e, infelizmente, não recebem as respostas fáceis que a frenesi da vida demandaria. Os temas aqui tratados se referem a fatos jurídicos pioneiros e/ou inusitados (acontecidos aqui ou no exterior) que escapam ao exame dos manuais (pela especificidade) ou mesmo de publicações especializadas (pela novidade), recebendo um exame conjunto, à luz do Direito comparado e do Direito brasileiro”. 


Nos conte um pouco mais sobre seus projetos atuais.


“Em 2017 começamos a formar um grupo nacional de responsabilidade civil, o IBERC (Instituto Brasileiro de Estudos de Responsabilidade Civil). Trata-se do primeiro grupo brasileiro exclusivamente dedicado à pesquisa, debate e aperfeiçoamento dessa fundamental área do direito das obrigações, nos moldes de institutos congêneres há muito estabelecidos na Europa e Estados Unidos. Desprovido de finalidades lucrativas ou partidárias, o IBERC é um espaço criativo e democrático destinado ao desenvolvimento da responsabilidade civil. O Instituto foi concebido em duas fases: primeiramente, no início de 2017, com a aproximação de 50 estudiosos da responsabilidade civil, em suas várias vertentes. A escolha dos nomes foi pautada pela sólida formação acadêmica e profissional de cada um dos membros fundadores. Congregamos mentes criativas de todo o Brasil: Professores universitários, membros do MP, magistratura e advogados atuantes. Escrevemos uma obra coletiva com as tendências mais atuais sobre o tema, publicada em outubro de 2017, por ocasião do primeiro Congresso internacional de Responsabilidade Civil, na UFMG, em Belo Horizonte; a segunda fase da criação do IBERC, dar-se-á com a formalização do instituto e eleição de sua primeira diretoria, após seminário na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, em 13 de abril de 2018”. 


Gostaria de acrescentar mais alguma informação para os nossos futuros leitores da coluna?


“Os leitores perceberão que na maior parte das colunas seguirei uma métrica de seis parágrafos. Eventualmente passarei dos limites. Tenho a convicção de que o brasileiro ainda se acostumará com duas características do acadêmico norte-americano: trazer a realidade para o Direito e não tergiversar. Esse será o meu sincero propósito nos futuros “pequenos” textos, que expressam a grandeza dos desafios do Direito Civil contemporâneo, aqui e alhures”


 


Imagem Ilustrativa do Post: Microfone // Foto de: Letícia Roque. // Sem alterações


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