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Mundo

Por Redação: 13/09/2017

 

A Justiça alemã anunciou ontem o arquivamento do processo contra um ex-enfermeiro acusado de cumplicidade no extermínio de pelo menos 3.681 judeus nas câmaras de gás de Auschwitz em 1944.

O tribunal de Neubrandeburgo anunciou a decisão depois da apresentação no fim de um novo relatório de psiquiatras, que consideraram que o réu, hoje com 96 anos, “não tinha condições de ser julgado”.

No período examinado pela acusação (agosto e setembro de 1944), 14 comboios de deportados chegaram a Auschwitz. Em um deles estava Anne Frank e sua família. A mãe da adolescente nascida na Alemanha morreu de exaustão em Auschwitz.

Fonte: Agence France Presse

 

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Por Saulo Tarso Rodrigues e Alexandre Fernandes Silva – 13/05/2015

No podemos hacer diálogos interculturales si no conocemos la Historia de los otros o los consideramos pueblos sin Historia. El pensamiento y la sabiduría se produce en todo el mundo (….) O pensamento moderno ocidental e um pensamento abissal (…) A teoria política liberal – máximo de consciência teórica da modernidade capitalista – sempre privilegiou como dispositivo ideológico o universalismo antidiferencialista que acionou politicamente através das idéias de cidadania e dos direitos humanos. (…) três são portanto os componentes essenciais do direito: a retórica, a burocracia e a violência. Boaventura de Sousa Santos.

Na semana passada, em nossa coluna publicada no Empório do Direito, debatemos o conhecimento constitucional e suas principais premissas como sendo formas de apropriações coloniais. Entre todas, nos centramos na tese do “universalismo” característico do constitucionalismo global da tese da internacionalização dos direitos humanos. Não vou aqui voltar aos argumentos lá debatidos, mas cabe lembrar para introdução do debate que, primeiro, nada é universal, pois o mundo e suas representações jurídicas são locais, logo não há sob o ponto de vista científico como negar a realidade social e afirmar que um conhecimento que ele próprio é social, portanto, particular, é universal. Eis o paradoxo.  Além disso, o mundo é resumido na cultura ocidental e, portanto, o Direito e a cientifização dos direitos humanos também o é.  Se visto a partir das visões culturais africanas o conceito de universalismo europeu é uma forma de tribalismo. A própria Escola de Frankfurt baseou-se no universalismo europeu, o que torna ela mesma paradoxal, pois se é universal não pode ser apenas europeia e se é europeia não pode ser universal. Neste ponto, a falácia do universalismo é posta em contradição a partir de sua própria noção: universal é tudo aquilo que é válido independente do contexto. E se tudo o que existe possui um contexto, é preciso um contexto muito rigoroso do ponto de vista científico para recusar todos os demais contextos locais. É dizer, somente a partir de um mega-conceito posso afirmar que é válido a partir da negativa dos demais contextos.  E esse mega-conceito foi justamente o capitalismo, o monismo e o internacionalismo dos direitos humanos.

Portanto, faço uma primeira indagação: será que nós juristas somos sábios demais para criar uma meta-teoria blindada de qualquer espécie de críticas teóricas e por isso conseguimos a declarar universal? Ou de outro lado, será que não seríamos tão ingênuos em pensar que sendo a internacionalização dos direitos humanos um contexto social poderíamos criar uma teoria universal a partir de uma premissa local?  [1]

Toda a ideia política, ideológica e institucional da internacionalização dos direitos humanos ligados ao discurso da paz mundial e do discurso progressista é de causar um certo grau de perplexidade. Durante o período da Guerra Fria duplos critérios foram utilizados pelas potências nas avaliações sobre direitos humanos: complacência com os ditadores “amigos” daqueles que se diziam detentores do discurso da universalidade e sacrifício dos direitos humanos em nome de objetivos capitalistas. Esses mesmos países que violaram direitos de populações inteiras não consideradas sequer como “humanas” hoje reconhecem direitos como universais.  No entanto, não é esta a centralidade do debate proposto, e sim da “cientifização” como senso comum e a premissa de que determinados pressupostos definidos por determinados países passam a desconsiderar a história para estabelecer um meta-conceito denominado de dignidade humana.

A modernidade ocidental (a mesma que criou cientificamente o meta-principio da dignidade humana) é caracterizada por dois grandes eixos: a desigualdade e a exclusão como forma de pertenças hierarquizadas. Neste ponto, também devemos trazer algumas considerações feitas por Boaventura[2], na medida em que se relaciona com o que foi colocado até o momento. Em relação ao sistema da desigualdade, a pertença se dá pela integração subordinada, já na exclusão a pertença paradoxalmente ocorre pela própria exclusão. Em relação ao primeiro, implica em um sistema hierárquico de integração social, já o segundo assenta-se na dominação pela segregação (pertence-se pela forma como é excluído) (Santos, 2010, p. 280).[3] Tanto Marx, como Foucault, foram para o sociológo português os teóricos que mais descreveram estes dois processos.  Marx estabeleceu muito bem a relação capital/trabalho na sociedade capitalista, assentado na desigualdade entre ambos, baseado na exploração, Se Marx foi o grande teorizador da desigualdade, firmado esta, em critérios econômicos, já Foucault é para Boaventura o grande teorizador da exclusão. A grande diferença é que se a desiguldade é baseada em critérios econômicos de desigualdade, a exclusão é um fenômeno cultural e social, ou como afirma Boaventura, um fenômeno civilizacional. Trata-se de um processo histórico no qual uma determinada cultura cria um dispositivo de normalização que é tanto qualificador como desqualificador. “A exclusão da modernidade é traduzida em regras jurídicas que vincam, elas próprias, a exclusão. Na base da exclusão está uma pertença que se afirma pela não-pertença, um modo específico de dominar a dissidência. Assenta num discurso de fronteiras e limites que justificam grandes fracturas, grandes rejeições e segregações. Sendo culturais e civilizacionais, tem conseqüências sociais e econômicas..” (Santos, 2010, p. 282). Estes dois sistemas, de exclusão e desigualdade, característicos da modernidade, para o sociólogo português, encontram-se firmados em duas formas de hierarquização, que são híbridos, pois comportam ambas as formas: o racismo e o sexismo. Mesmo, sendo formas de exclusão, tanto o racismo como o sexismo estabelecem uma forma de hierarquização pelo trabalho.[4] A desigualdade entre o capital e o trabalho, a exclusão, o racismo e o sexismo foram construídos socialmente como forma de hierarquização da modernidade, sendo, para Boaventura, acolhidos pelas Ciências Sociais através do conceito de Globalização.[5]No sistema mundial, cruzam-se assim, os dois eixos: o eixo sócio-econômico da desigualdade e o eixo cultural-civilizacional da exclusão/segregação. Se o imperialismo – e a sua manifestação mais recente , a globalização neoliberal – é a expressão mais evidente do eixo sócio-econômico, o orientalismo – e sua mais recente encarnação, a guerra das civilizações – é a expressão mais evidente do eixo cultural, civilizacional. (Santos, 2011, p. 282).

O ponto crucial do que foi dito até o momento está na premissa sustentada pelo autor de que o dispositivo ideológico de gestão moderna/capitalista da desigualdade e da exclusão utilizado no qual fundamentaram tanto o racismo quanto o sexismo é o universalismo.[6] Este, assume duas formas: o universalismo antidiferencialista que opera a negação das diferenças e o universalismo diferencialista que opera a absolutização das diferenças.  A negação das diferenças é operada pela homogeneização (impedindo comparações culturais densas e complexas), já a absolutização das diferenças opera pelo relativismo que torna incomparáveis as diferenças pela ausência de critérios transculturais. (Santos, 2010, p. 283). Ambos os critérios de universalismo criados pela modernidade permitiram a aplicação de critérios abstratos de normalização (direitos humanos universais), no que para o autor, foram baseados em uma espécie de diferença “que tem poder” social para negar as demais ou de declarar inassimiláveis ou incomparáveis. Portanto, e aqui está, talvez a principal premissa defendida por Boaventura no qual pode ser resumida da seguinte forma: a teoria política liberal calcada na teoria jusnaturalista-racionalista-contratualista – máximo da teoria teórica da modernidade liberal-capitalista – sempre privilegiou o universalismo antidiferencialista que acionou politicamente através das idéias de cidadania e direitos humanos.  Seguindo este raciocínio, para Boaventura, o direito natural racionalista dos séculos XVII e XVIII, também faz parte deste processo, na medida em que serviu para legitimar, quer o “despotismo iluminado” quer as idéias liberais e democráticas que conduziram à Revolução Francesa, partindo, portanto, do modelo de racionalidade descrita. É possível perceber claramente no pensamento do autor, a premissa da contrariedade dos direitos naturais universais como forma emancipatória..

Além do mais, e seguindo este raciocínio, baseado na função do Estado capitalista, como gestor das desigualdades, afirma Boaventura que o aprimoramento dos direitos humanos através do Welfare-State serviu como forma de gestão capitalista, é dizer, ao Estado providência coube a gestão das desigualdades e à teoria dos direitos humanos coube a gestão da exclusão. [7]  “À luz do que fica dito, parece evidente o fracasso do modelo ocidental de modernidade capitalista na gestão controlada da desigualdade através da integração assente nas políticas redistributivas do Estado-providência. Do mesmo modo, parece ter fracassado a gestão controlada dos processos de exclusão. No Estado moderno, dominou a ideologia do universalismo antidiferencialista e, em alguns Estados, como, por exemplo na França, ele foi elevado ao extremo.[8] A cidadania política tem sido concebida como justificando a negação dos particularismos, das especificidades culturais, das necessidades e das aspirações vinculadas a micro-climas culturais, regionais, étnicos, religiosos ou raciais. A gestão da exclusão deu-se, pois, por via de assimilação prosseguida por uma ampla política cultural orientada para a homogeneização. Os camponeses, os povos indígenas e os imigrantes estrangeiros foram os grupos sociais mais diretamente atingidos pela homogeneização cultural descaracterizadora das suas diferenças. Para além deles, outros grupos sociais discriminados por via de processos de exclusão, como mulheres, homossexuais, toxicodependentes foram objetos de várias políticas todas elas vinculadas ao universalismo antidiferencialista , neste caso sob a forma de normas abstratas sempre traduzidas em lei.” (Santos, 2010, p.292)[9]

Enquanto concebidos como direitos humanos universais e, portanto, abstratos (separados dos contextos sociais e culturais), o discurso e sua aplicação será sempre uma forma de localismo globalizado e, portanto, uma forma massiva de exercício da globalização hegemônica. Do contrário, para se tornar uma forma de insurgência contra-hegemônica o discurso e sua epistemologia deve partir de uma interculturalidade concreta. Isso porque é sabido que na prática sua aplicação não se dá e nunca se deu de forma universal. [10] Mesmo com os quatro grandes sistemas de proteção (europeu, inter-americano, africano e asiático) a aplicação e suas incongruências não determinam a validade dos direitos humanos, pois o debate principal é saber se são universais-ocidentais ou locais-relativos. Em nossa opinião na medida em que não há um meta-conhecimento, não há uma meta-cultura, e consequentemente, se não há conhecimento completo, não há cultura completa. Por isso, a diversidade cultural, a incompletude do conhecimento, e a transculturalidade   produz necessariamente a desqualificação da dignidade humana como meta-conhecimento. Significa dizer que todas as culturas tendem a definir seus valores como absolutos e, portanto, como universais e fundamentais. Logo, a universalidade dos direitos humanos e o meta-princípio da dignidade humana é sem sombra de dúvidas um valor local do ocidente que olhados somente serão considerados como universais quando vistos por olhos ocidentais. É dizer, o seu pretexto universalismo se deu pela força ideológica e não pelo viés da emancipação e do debate.

Por óbvio que só podemos passar a criticar tal visão se nosso olhar for desviado também para as práticas argumentativas daqueles que a usam para defender a tese da universalidade: eis aqui os autores que defendem que os direitos humanos são universais porque são direitos que pertencem a todos os seres humanos, sendo inerentes a razão humana.[11] Com isso, eis a contradição:  Uma vez que os seres humanos não detêm direitos humanos porque são seres – mas a maioria deles não detêm direitos – mas porque são humanos, é a questão não respondida da universalidade da natureza[12] – existe um conceito cultural invariante da natureza humana? – que torna possível a resposta fictícia à questão da universalidade (Santos, 2010, p. 443)

O conceito de direitos humanos foi estruturado em um conjunto teórico todos eles tipicamente ocidentais: natureza humana universal determinada racionalmente, a natureza humana é superior à vida social e a realidade dos fatos, a dignidade do indivíduo é absoluta e inderrogável o que lhe confere dominação sobre os outros seres que não os seres humanos, sendo absoluta a dignidade passa a ser um conceito de Estado com justificações humanitárias que elas próprias podem ser verdadeiras violações de direitos humanos.

Portanto, partindo da complexidade da realidade que nos cerca, e percebendo  a natureza provinciana da realidade discursiva da dignidade humana é perfeitamente factual a existência (mesmo que desconsiderada pela ciência hegemônica) diversas concepções sobre dignidade humana em culturas que não ocidentais. Mas por que elas não existem? Eis a tônica do pensamento abissal (sobre isso discutirei em outra coluna). A marca ocidental do discurso dominante centra-se na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, elaborada sem a participação da maioria dos povos do mundo (como ser universal??)¸ da restrição ao direito à autodeterminação dos povos, na prioridade dos direitos civis e políticos sobre direitos econômicos, sociais e culturais e na hegemonia discursiva sobre princípios como Estado laico e monismo jurídico.

Para concluir, fica aqui minha pergunta final: se todas as concepções existentes de culturas (no qual a ocidental é apenas uma entre milhares, apesar de ter sido ela responsável pelo processo de colonização) possuem concepções diferenciadas de dignidade humana, e nem todas a concebendo em termos de direitos humanos; se todas as culturas são incompletas e problemáticas (que advém da própria existência da pluralidade cultural do mundo, logo se a multiculturalidade existe, inexiste o universalismo) e se nenhuma cultura é monolítica, contendo visões diferenciadas sobre direitos fundamentais, dignidade humana e limites protetivos, porque nós juristas agimos discursivamente como se o mundo fosse nosso?


Notas e Referências:

[1] Antes mesmo de adentrarmos no mérito, uma referência para desqualificar politicamente o discurso liberal da internacionalização dos direitos humanos e dos direitos humanos como interesse da sociedade internacional (dos bons): The New Military Humanism: Lessons From Kosovo Paperback – December 20, 1999

[2] Santos, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo. Cortez, 2010.

[3] A modernidade inicia com o discurso da emancipação, calcada nos principios basilares da igualdade e igualdade. No entanto, com a sua convergência com o capitalismo, a partir do século XIX inicia-se tanto o processo de desigualdade como de exclusão. Dois grandes autores, para Boaventura, representam bem estes elementos (desigualdade e exclusõ): Marx e Foucault.

[4] Em relação ao racismo, o principio da exclusão assenta-se na hierarquia das raças sendo que a integração desigual ocorre primeiro pela exploração colonial (trabalho forçado e escravatura) e depois pela imigração. Em relação ao sexismo se dá pela distinção entre espaço público e privado e pela integração desigual da mulher na força do trabalho e no seio da família.  Enquanto o sistema da desigualdade assenta-se paradoxalmente na igualdade, sendo portanto, o contrato de trabalho um contrato entre livres e iguais, a exclusão assenta na diferença.  (Santos, 2011)

[5] Isso fica claro para o autor na medida em que tais sistemas foram alocados no espaço tempo mundial, através da globalização hegemônica, levando a formas de trabalho escravo, e exclusão por genocídios de povos e comunidades indígenas.

[6] Note-se que o universalismo é o grande fundamento de toda a teoria moderna dos direitos humanos.

[7]  O universalismo antidiferencialista, teve uma função bem específica dentro da teoria política liberal. Para Boaventura, ele confrontou a desigualdade social através de políticas sociais do Estado providência, no países centrais através  das políticas desenvolvimentalistas, e nos estados periféricos e semiperiféricos através de políticas assimilacionistas.  Este argumento baseia-se justamente, na função do Estado Capitalista, que para o sociológo português, tem como função geral manter a coesão social numa sociedade atravessada pelos sistemas de desigualdade e de exclusão. (Santos, 1995, 2011).  Essa função política do Estado capitalista, especificamente no que diz respeito à desigualdade,  a função consiste em manter a desigualdade dentro dos limites que não inviabilizem a integração subordinada, designada de ilusão social pelas políticas assistencialistas estatais.  Aquí, está a crítica feita ao modelo do Welfare State: os direitos sociais e econômicos universais  baseado em políticas compensatórias como fome-zero, bolsa-família, bolsa-escola, entre outras formas, são os mecanismos modernos para manter os níveis de desigualdade em níveis tolerados.  No que diz respeito ao viés da exclusão, a função do Estado capitalista consiste em distinguir, entre as diferentes formas de exclusão, aquelas que devem ser objeto de assimilação, ou pelo contrário, objeto de segregação e expulsão ou ainda extermínio. Esta distinção é feita a partir de critérios pelo qual o Estado estabelece as diversas formas de dicotomização:  perigoso e não perigoso, criminoso e não criminoso, povos indígenas e povos civilizados etc..

[8] Esse debate na França, assenta claramente na questão dos valores liberais versus a religião islâmica.

[9] De acordo com Boaventura, essa gestão controlada da exclusão baseadas em políticas assimilacionistas (como por exemplo, reintegração social, reeducação, extensão da cidadania e no caso das mulheres com acesso ao mercado de trabalho) em nenhum momento buscou-se eliminar a exclusão mas apenas uma gestão tolerável.  No entanto, levando-se em consideração o espaço tempo global, baseado no modelo neoliberal, há a ocorrência de um fator mais profundo, qual seja, a metamorfose do sistema da desigualdade em sistema de exclusão. Tal metamorfose, assenta-se na transformação pelo qual o trabalho está a passar. Na medida em que se rarefaz o trabalho, a integração garantida por ele torna-se mais precária. E nesse sentido, o trabalho passa a definir mais as situações de exclusão do que as situações de desigualdade. Grupos sociais, incapazes de reentrar no mercado de emprego, devido as mudanças bruscas que estão a ocorrer, saem já de um cruel sistema de desigualdade  para entrarem em um sistema mais cruel ainda de exclusão. Agravando tal situação, perante o sistema de exclusão, o Estado providência encontra-se desarmado, visto que sua situação pressupõe uma relação salarial estável , mesmo quando se trata de produzir assistencialismo para os desprovidos.

[10] Failed States: The Abuse of Power and the Assault on Democracy (American Empire Project) Paperback – April 3, 2007

[11] Aqui fica muito bem caracterizado a filosofia racionalista ocidental, que sequer considera, por exemplo, a filosofia africana como uma filosofia, visto des-racionalizar as ontologias. Portanto, ignora a  diversidade epistemologica do mundo, o reconhecimento da

existencia de uma pluralidade de formas de conhecimento alem do conhecimento

cientifico racional determinada pela ciência moderna ocidental

[12] Esse é o tema central da desconstrução do paradigma do individualismo para o comunitarismo nas constituições da Bolívia e do Equador e em algumas constituições africanas. Tema esse para outro momento.


Saulo Tarso Rodrigues é Constitucionalista e sociólogo. Pós-Doutor em Direito do Estado pela Universidade de Uppsala-Suécia. Doutor em Sociologia do Direito, na disciplina de Direitos Humanos, pela Universidade de Coimbra – Portugal, sob orientação do Professor Boaventura de Sousa Santos. Professor Adjunto da UFMT e professor efetivo do Programa de Mestrado em Direito na disciplina “Direito das sociedades indígenas, novo constitucionalismo latino-americano e pós-colonialismo.”                                                                                      

Alexandre Fernandes da Silva é Graduado em Direito pela UFMT. Mestrando como aluno especial na disciplina “Direito das sociedades indígenas, novo constitucionalismo latino-americano e pós-colonialismo.”                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          


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