Sobre a servidão voluntária…Me leva que eu vou… – Por Elisabeth Bittencourt

Sobre a servidão voluntária…Me leva que eu vou… – Por Elisabeth Bittencourt

Por Elisabeth Bittencourt – 15/06/2016

Na verdade, essa temática da servidão faz parte de minha história, aliás de todos nós… Por Isso mesmo ela me é cara, caríssima… e me carrega pelo terreno do saber, de querer saber de que se trata… Traz à cena o meu Édipo em que papai, que parecia um dragão quando ficava irado, dizia para mim: “mulher tem que ser submissa”. E eu, adolescentemente desafiadora, respondia: “pois eu não vou ser”. Enquanto Isso, mamãe, nos bastidores, armava uma Outra cena para mim: eu sou submissa, mas você pode não ser!

Eu? Como? Como não ia ser submissa? Submissa significava para mim não ter alguma liberdade para ir atrás daquilo que imaginava ser importante, escolhas polêmicas que me jogavam no campo do meu desejo, como sempre ardiloso e cheio de artimanhas.

Sabia sem saber que sabia que, se me submetesse a certas renúncias, eu poderia morrer… Minha alma podia secar, o melhor de mim poderia se esvair… É como se já naquele tempo eu soubesse de algumas coisas e que eu as precisaria sustentar. É assim que o conflito era a moeda do dia a dia do cotidiano de uma adolescência que encontrava a força do seu elã nas ideias de revirar a política econômica e também os costumes.

Dos corredores do meu colégio, que se chamava Lafayette, na Tijuca, no Rio de Janeiro, vinham os acordes da bossa nova que me receberam no meu primeiro dia de aula. Lembro – será uma fantasia? – de adentrar pelos corredores desconhecidos daquele colégio ouvindo Wanda Sá. Fantasia ou não, a ideia dessa imagem é fértil.

O pessoal do grêmio, afinado com as aspirações do momento, levou Amir Haddad – diretor do grupo de teatro “Tá na Rua” e Gal Costa para cantar no colégio. Isso, enquanto minha professora de filosofia Raquel Moreno me apresentava Simone de Beauvoir, Sartre, Camus, Nietzsche; e meu professor de literatura, Jorge Amado, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego etc… Clarice Lispector eu lia no jornal do Brasil. Lembro da primeira vez que li um livro de Clarice, A aprendizagem ou o livro dos prazeres (1974) . Era a história de uma mulher bela e misteriosa que tinha medo de amar e assim vivia com medo o tempo todo. Fiquei em silêncio, creio eu, por algum tempo. Clarice me silenciou e me marcou para sempre, Macabéa que o diga…

O tempo todo eclodiam rumores de que uma nova era estava chegando e nós éramos seus protagonistas. Nas famílias, o impasse era a nota do dia, com ecos de rompimento. Como estudar Freud com suas ousadias e Marx, com seu radical comunismo, e voltar para a casa dos pais? Precisávamos ser independentes logo! Tínhamos nossa turma…

Nessas cercanias, é claro, junto com a Tropicália, Oiticica e Lygia Clark, havia a ditadura militar. A servidão e as vias de combate a ela corriam soltas entre discussões, sol e cerveja, prisões e torturas. Tínhamos a certeza da rebeldia, sabíamos de nossos ideais, mas nada sobre as armadilhas que eles nos pregavam: espantávamo-nos quando eles nos traíam. Como Althusser, um estruturalista de esquerda, pôde estrangular sua mulher? Não sabíamos que os ditos revolucionários também enlouquecem!

Nós, os rebeldes, que lutávamos contra servidão ao Estado e à família, não sabíamos que as relações pessoais eram cheias de impasses e que nós, os revolucionários, éramos humanos e carregávamos dentro de nós os fantasmas de papai e mamãe. Não adiantava querer matar a família, pois ela já nos habitava. Como cantava Elis, furando a nossa escuta: “(…) apesar de tudo, tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos, como os nossos pais”. É claro que Isso soava quase como um grito de guerra: pois nós não seremos como os nossos pais!

La Boétie na minha vida.

Conheci La Boétie na década de 90 do século passado quando, de tanto escutar, fiquei querendo saber sobre a servidão voluntária na neurose obsessiva. O primeiro trabalho que apresentei na Escola Lacaniana do Rio, em 1994 – O tempo cativo e a neurose obsessiva (p. 87-93) -, já trazia uma epígrafe com suas palavras: “(…) acostumavam-se a servir e serviam com mais boa vontade por não saberem que senhor tinham, nem a muito custo se tinham, e todos temiam, acreditando em um que ninguém jamais vira” (BOÉTIE, 1982, p.29).

Eu já espreitava naquele momento as aproximações possíveis entre esse ser que é cativo da política econômica da servidão voluntária, enfeitiçado pelo tirano que seu tempo oferece: monarquia, comunismo, democracia, etc… ; e esse Outro ser falante que o habita: divisão falsa entre o dentro e o fora.

Somos sustentados pela ignorância que insiste em nos fazer esquecer que antes mesmo de nascermos, nossa história já vem sendo contada: “Essa precedência do predizer frente ao dizer por vir é o efeito de uma precedência enigmática do Outro com relação ao sujeito(…)” (Weill, 1997, p.33).

Cada um vive o prêmio e paga o preço de estar neste tempo e não em outro. A família em que você nasce – Simone de Beauvoir foi a primeira a me ensinar em seu livro Memórias de uma Moça bem Comportada (1986) – a cidade em que você vive, a religião, os ideais de seu tempo, tudo isso já está posto antes mesmo de você nascer, e para fazer com Isso uma outra coisa, digo eu, vai precisar de muito trabalho em sua análise pessoal ou sei lá o quê mais…

Isso, sem falar, nas fantasias que papai e mamãe – ainda bem! – construíram para sua chegada. É a melhor das hipóteses! Cada um vai ter que se virar no meio dessas forças pulsionais para vislumbrar uma trilha em que seu sujeito possa crescer e aparecer…

Na primeira vez que li La Boétie (1982) estava interessada no cativeiro do tempo que o neurótico obsessivo vive, servindo a um senhor que não se sabe quem é. Eixo da mais-valia do gozo . Quanto mais ele paga, mais ele deve: “Servo do Outro, o que o neurótico obsessivo vem testemunhar é a impossibilidade do desejo enquanto expressão radical da subjetividade” (Bittencourt, 1994, p.89).

Estava atravessada também pelas palavras de seu Tiberio, que me levou a perguntar no trabalho que escrevi logo depois – O cativeiro no tempo (1995) –, se o neurótico obsessivo era escravo ou uma espécie de operário padrão que trabalha para seu patrão interno, tendo como principal remuneração: a mais-valia do gozo. Quanto mais ele goza, menos ele deseja, mais servo do gozo?

Eis as palavras de seu Tiberio, mais um analfabeto letrado do Maranhão, lá da beira do rio Gurupi que separa o Maranhão do Pará: ”Trabalho escravo é do operário que tem o tempo governado pelo patrão. Tem que drobá dia, drobá noite, e termina drobado. O camponês não, tem o tempo mais livre para chafurdar com a imaginação”.

Agora, quando li de novo, já no século XXI, La Boétie, ressoou a impressão de que Isso de que tão indignado, estupefato e ao mesmo tempo recheado com uma certa candura e elegância, que ele revela, parece muito com o modus operandi do aparelho psíquico funcionar, principalmente como Freud apresenta na segunda tópica, ou seja: com o supereu em ação.

Sobre o ato da fala…

Uma coisa é certa: quando você fala, você mata a coisa. Já dizia o grande artista René Magritte que, após pintar um cachimbo, escreveu embaixo do seu quadro: “Isto não é um cachimbo”. E não é mesmo, não dá para fumar com ele… A linguagem trapaceia com o nosso sujeito!

Ainda bem não comecei a falar e já estou tendo que matar alguma coisa? Falar já pressupõe um luto. Ao chamar aquele objeto de bola, a bola passa a existir para além de mim. Sim, mas quem é esse mim que começa a nascer no estádio do espelho, embevecido com sua imagem inteiriça que o reflexo lhe devolve? Ah, lá Isso eu não sei, só sei que esse eu vai se tornando complexo, cheio de enigmas, sem me responder: quem é esse que me habita?

No mínimo, trata-se de um sujeito meio criminoso, que, ao falar, já aparece meio assassino. Matou a coisa. Já está imerso no mundo do crime. Das contravenções. Da lei e da Lei, nem que seja apenas em seu circuito interno. Os principais personagens são aqueles que fazem parte de seus romances familiares que, nos dias atuais, têm uma diversidade na sua composição, bem diferente dos tempos em que o mote era a rebeldia.

Por que enfim o sujeito não fala e se sente à vontade no mundo da linguagem? A linguagem é um recurso cheio de falhas, farsas, trapaceios, intrigas, com uma temporalidade própria e que tem como figura de fundo a certeza da morte, como todos acreditam crer. Não é uma condição das mais confortáveis! Segundo Louise Bourgeois, falando você pode dizer uma grande mentira e ninguém saber! Ela não confia na linguagem, por isso constrói sua obra, da qual um dos expoentes é uma aranha de metal de dez metros de altura e que ela chama de mamã.

Falar nos assegura poder circular pelo mundo das línguas. É certo que não estamos à vontade, dado o desamparo da condição, mas se pudermos contestar os ditos que vêm do supereu: você? Você vai perder o que conquistou; você não passa de…, até que a coisa ia!

Se não pudermos contrariar essas premissas, pelo menos aqui ou ali, estaremos na condição de servos dessa instância – o supereu – que para Alain Didier-Weill (1997) é estruturado em três tempos. Se ficar siderado pela palavra medusante, “(…) se ele responder ‘não’, ele tomará o caminho do recalcamento da dívida simbólica” (Weill, 1997, p.34) Dívida impagável! Aquela que acreditamos poder pagar com moedas de carne e que adia o encontro com o bem dizer do desejo.

Segundo Weill (1997) o supereu é um fato de estrutura. Estrutura quer dizer linguagem. Falta um na cadeia discursiva. Há deslocamento. Um fato de estrutura presentifica algo da ordem do inevitável: eu falo e um dia vou morrer. Algo assim inevitável, decorrente das operações de linguagem. Perdas, ganhos, substituições, ameaças, realizações, arruinados pelo êxito. Uma espécie de preço a pagar pelo luto da coisa que a fala exige? Isso tudo imerso no caldo da divisão psíquica e do fato de o inconsciente existir.

A servidão do supereu.

Bem…eu…vou fazer um recorte nessa instância estruturante do psíquico que Lacan diz estar colada aos nossos pés: supereu. Instância responsável pela criação dos ideais e que tem a função de colocar o limite em ação – ou seja, coisa de suma importância. O supereu também é aquele que obriga o sujeito: imperativo do gozo, ele te obriga a gozar… seja lá com o que for! Fico serva do gozo?

Essa função de obrigar, imperativa, sem escapatória, traz para o sujeito falante uma impossibilidade de bem dizer. Impossibilidade de aceder a uma palavra poética! Impossibilidade de aceder a uma posição simbólica em que possa dizer alguma coisa que o livre desse olhar medusante: sai fora, eu não sou isso que você diz que eu sou… Sem poder contrariar o “caráter enigmático” de contestar Isso que o coloca na posição da servidão? Voluntária? Não é bem voluntária, mas…

Caso não tenha acesso a essa contestação simbólica, ele se entrega ao tirano que o habita e come o pão que o diabo amassou. Pão feito com suas próprias mãos! Cai numa série de enunciados que lembram o tempo todo que – ele não passa de um nada, um zero à esquerda sem possibilidade de se enunciar e, mais, que ele vai perder o que conquistou, que seu pinto vai cair, etc e tal: “Na medida em que o sujeito pode dedicar sua vida ao gozo mortífero que consiste em encarnar ‘o ser’ de tal decadência, diremos que esse dizer superegóico é o maldizer da maldição” (Weill, 1997, p. 36).

Segundo Alain Didier-Weill, o sujeito diante da questão: “O que você fez da palavra que lhe fez ser um ser falante?” (p.34).  Existe a possibilidade de responder sim ou não. Se ele responde sim, “seguirá o caminho da de-sideração, ou seja, o caminho desse desiderium que é o desejo, se ele responder não, ele tomará o caminho da dívida simbólica”(p. 34). Aquela que advém da linguagem, que sinaliza o objeto perdido, aquele nirvana mítico dos primeiros tempos com mamãe e que cria a ilusão: se eu pagar bastante, nem que seja com moedas de carnes, vou quitar minha dívida. Cruel ilusão!

A essa possibilidade de responder sim ou não ao Che Vuoi – o que desejas? -, ele se vê impotente. Não lhe é possível contestar o supereu. É aí nesse ponto que ele se torna servo. Meio voluntariamente, digamos assim, porque não se trata de um outro ou de um regime político e sim de uma servidão escrita a partir de suas próprias palavras que o obrigaram a tramar o lugar da servidão para si. Uma espécie de chamamento da servidão! Nossa! Fiquei foi com medo!

O que esse sujeito fez com a palavra que o constituiu? Agora, ele é servo dela? Por que o sujeito não pode contestar esse julgamento que o coloca no lugar de réu? Bem… réu, pelo menos, tem direito a julgamento!

Quando uma bela mulher se olha no espelho, e se vê feia e pouco atraente, por que ela não pode contestar essa ideia, já que sabe que é bela? Ou por que aquele brilhante professor acha que vai gaguejar na hora de defender suas teses? Segundo Weill, eis aí o “(…) ponto central da contradição dialética à qual expõe o enunciado superegóico: o sujeito é perfeitamente capaz, enquanto acessível a verdade de que esse enunciado está em desacordo com relação à verdade (…)” (1997, p. 43). Ela sabe que é bela e ele, brilhante professor, mas essa verdade é pálida, esquálida, não tem força suficiente para que eles a afirmem diante da presença do supereu.

O fato de ser convocado para o banco dos réus lhe dá o direito de ser julgado por ele próprio, e assim poder testemunhar que aquele enunciado não é verdadeiro? A partir desse lugar, ele pode recorrer. Tem a chance de recusar o falso testemunho. Isso, se ele der um passo a mais, e num ato, no sentido que Lacan nomeia, bem dizer do seu sujeito dividido e desejante: em vez de enrubescer diante da mulher dos seus sonhos “que passa com graça fazendo pirraça” – viva Ataulfo Alves -, ele faça da conquista, um chiste!

Alain Didier-Weill esclarece que: “(…) o que confere a esse julgamento sua força irresistível é o fato de que não tira sua eficácia de uma ligação com a verdade, mas de uma ligação com o real” (1997, p. 43). O real mostra sua potência. Sombras no campo da verdade e da falsidade. Se o imperativo que te obriga e que emana do supereu fosse apenas falso, o sujeito não teria sua palavra aniquilada: “O grande paradoxo do real reside no fato de que, se ele é o “contrário” da verdade, não é tampouco a falsidade, ela, não é o contrário da verdade, pois, pelo intermédio da denegação se torna o caminho privilegiado através do qual precisamente se levanta a questão da verdade enquanto negada” (1997, p. 43). O real é o que não pode se simbolizar e que não para de se escrever. Mas… essa fica para uma outra vez!

– Sobre a servidão voluntária…Me leva que eu vou…

Muitas vezes, quando saio de minha análise pessoal, tenho um pensamento. É incrível como meu analista acredita no poder da palavra! Anos e anos em busca de um outro jeito de dizer da vida e do meu desejo. O que mais me chama a atenção nesse pensamento é a palavra crença: de que se trata?

Vou precisar acreditar que um certo dia, depois de muito trabalho, me desloco de lugar e num ato digo a palavra que nunca foi dita, desmontando o quebranto? Estranho! Parece religioso, mas poético também.

Louise Bourgeois, artista plástica franco-americana, volta ao texto para me dar mais um recurso para falar dessa dificuldade em que me meti. Louise diz que a aranha de dez metros de altura feita de cabos de aço, parafusos de vários calibres e um capacete de soldagem é uma homenagem a sua mãe que foi sua melhor amiga. Parece uma homenagem estranha: homenagear a mãe com uma escultura tão assustadora?

Ela diz que – ao mesmo tempo que quer homenagear sua mãe – essa escultura é uma tentativa de expurgá-la. Essa escultura fala daquilo que tento destrinchar. Para enfrentar o supereu em ação, é preciso que uma coisa possa ser isso e também uma outra coisa: eu não sou só Isso. Significações heterogêneas. Processo primário. A contradição encontra um lugar para dizer de mim? Como assim?

Louise articula o amor à mãe com o horror que ela também nos causa… É disso que se trata. As duas coisas existem ao mesmo tempo! Amo mamãe e ao mesmo tempo ela me causa horror: coisas do amor! É assim que se manifesta o ser dividido…

Enfim, homenageio La Boétie, que tem alma de artista e desejo de revirar as ideias, instalando questões que dão o que falar, principalmente, agora, em tempos de sedução de consumo, que coloca em relevo a noção construída por Marx para o fetiche da mercadoria. Cada vez mais a clínica tem sido contaminada por critérios de mercado – custo/benefício – que passam a ter mais relevância na construção dos valores familiares que são atravessados pela linguagem de eficiência comercial. Cada vez mais as meninas querem ser a moça da capa da revista…

Para terminar, um conto de Borges, que vou recriar. Certo dia, um homem de meia idade, na cidade de Buenos Aires, foi atender ao chamado de sua porta. Olhou pelo olho mágico e viu um homem mais velho do que ele, de cabelos grisalhos. Ele abriu a porta e foi surpreendido pela seguinte cena. O senhor que adentrava pela sua casa dizia que era ele quando estivesse mais velho e que viera para matá-lo. Mas como assim? Estava na hora de ele pagar suas culpas pelos seus atos. Mas quais? Afinal, ele era um bom cidadão! O senhor de cabelos grisalhos lhe respondeu: não se trata do que você se tornou hoje e sim daquelas faltas que cometeu quando era criança. Quando eu era criança? Ora, uma criança não é um ser adulto. Isso não tem importância, respondeu o fantasma: mesmo assim vou matar você, ao que nosso personagem principal respondeu: espere, tem uma coisa que eu ainda posso fazer. Ao que o Outro retrucou: o quê? Ele respondeu: acordar!


Notas e Referências:

BEAUVOIR, Simone. Memórias de uma moça bem comportada. Tradução de Sérgio Milliet. Nova Fronteira, 1986, RJ.

BITTENCOURT, Elisabeth. O tempo cativo e a neurose obsessiva. In: A Direção da Cura e o Tempo Lógico, p.87-93. Escola Lacaniana de Psicanálise , 1994, RJ.

O cativeiro do tempo. In: O tempo Lógico e as estruturas clínicas, p.19-29. Escola Lacaniana de Psicanálise, 1995, RJ.

BOÉTIE, La Etienne. Discurso da Servidão Voluntária. Tradução de Laymert Garcia dos Santos. Brasiliense, 1982, SP.

LISPECTOR, Clarice. Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres. Jose Olympio, 1974, RJ.

WEILL, A.D. Os três tempos da lei. Jorge Zahar editor, 1997, RJ.


Elisabeth Bittencourt.
Elisabeth Bittencourt é Psicanalista e Escritora. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise do Rio de Janeiro. Membro do Núcleo de Direito e Psicanálise do Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná – UFPR.
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