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Senna conversa com Moro – Moro conversa com Senna – Por Phillip Gil França

Por Phillip Gil França – 13/04/2017

– Meu caro, você fez algo importante pelo Brasil.

– O que é isso, apenas cumpri meu dever. Você quem revolucionou o sentimento de “ser brasileiro” e de ter orgulho do trabalho proposto a ser cumprido.

– Poxa, obrigado. Mas, até onde você quer chegar? Quer ser um mito? Um herói?

– Não, jamais. Quero apenas dar o meu melhor e demonstrar que dirigir em pistas e foros inóspitos, e se adaptar frente às dificuldades da vida, é possível e vale à pena.

– Mas, todas as batalhas são gloriosas?

– Não, meu caro. Por várias vezes senti meu carro sair da pista e minha caneta pesar por entre os dedos por decisões difíceis e, quem sabe, equivocadas que tomei.

– E como se sentiu?

– Senti-me no dever de me levantar e continuar em frente, com a hombridade de quem sabe vencer e perder.

– Que bela lição, essa, não?

– Talvez, mas não estou aqui para ensinar, estou para aprender.

– O que mais aprendeu, meu caro?

– Que as vitórias são efêmeras, mas o exemplo é eterno.

– Qual exemplo você deixou?

– Deixei “esperança”…. e você?

– Deixei “gratidão”.

– Sim, pois não alcançamos nada sozinho e sem a certeza de que amanhã seremos melhores do que hoje.

– Naturalmente, pois somos frutos daqueles que acreditaram no nosso trabalho e seremos sementes de quem procura acreditar num amanhã melhor.

– Seremos eternos, então?

– Talvez não…. apenas lembrados.

– Sim, porque transformamos sonhos e dever em realidade e realizações, não?!

– Verdade…realizamos algo além do que meras vitórias individuais.

– Realizamos “nação”, ao unir pessoas em uma mesma esperança de realização, promovemos o que a nossa Constituição disse que era dever do Estado.

– E quem disse que não somos Brasil? Pq ao lado de cada um e de todos, fizemos orgulhosos nossos irmãos, não é verdade?

– Logo, seremos eternizados?!!

– Não, lembrados!

– Então, que seja lembrança de que realizar é possível para uma nação que encontra em um objetivo comum a chave de sua felicidade de crescer, amadurecer e estar apta para os sempre renovados desafios da República.

– Que seja a nossa lembrança, então, um sopro de esperança.

– Que esse sopro derrube sempre os castelos de cartas marcadas!

– Sim, mas que seja suave e leve para tocar a face de todos, como um incentivo para o bem.

– Bom, amigo, só tenho a lhe agradecer.

– Eu quem lhe agradeço pelo exemplo.

– E eu pelo abraço naquele que uniu uma nação e fez os nossos olhos brilharem novamente.

– Mesmo quando fechados?

– Principalmente…pois são quando sonham…mesmo por um instante.

– Lembrarei dessa conversa naqueles momentos de desânimo, amigo.

– E eu lembrarei do amigo, naqueles momentos de conversa…esperançosa!!


PhililipPhillip Gil França é Pós-doutor (CAPES_PNPD), Doutor e Mestre em direito do Estado pela PUC/RS, com pesquisas em “Doutorado sanduíche – CAPES” na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Membro do Instituto dos Advogados do Paraná. Professor de Direito Administrativo (mestrado e graduação) da Universidade de Passo Fundo, autor dos livros “Controle da Administração Pública”, 3 Ed. (RT, 2011) e “Ato Administrativo e Interesse Público”, 2 Ed (RT, 2014), e tradutor da obra “O Princípio da Sustentabilidade – transformando direito e governança“, de Klaus Bosselmann. Professor dos Cursos de Especialização do IDP (Brasília), Abdconst (Curitiba) e Unibrasil (Curitiba). Email: phillipfranca@hotmail.com / Facebook: Phillip Gil França


Imagem Ilustrativa do Post: Conor’s Last Day 046Thresh // Foto de: Conor Lawless // Sem alterações

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