Título: O Adoecimento dos Trabalhadores com a Globalização da Economia e o Espaço Político de Resistência

Autor: Elsa Cristina Bevian

Código de Barras: 9788594770905

Páginas: 396

Valor: R$ 90,00

ISBN: 9788594770905

R$ 90,00

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APRESENTAÇÃO
Adoecimento, trabalho, capital, resistência. Conceitos-chave para tentar entender a situação a que quase todos os seres humanos estão e seguirão expostos cada vez mais nos próximos anos, em sua luta diária pela sobrevivência. E como todo o símbolo, tais palavras podem ser compreendidas de variadas formas, crítica e ideologicamente falando.
Este é justamente o desafio assumido por Elsa Cristine Bevian em sua pesquisa de Doutoramento junto ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluída em 2015, intitulada O ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES COM A GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA E O ESPAÇO POLÍTICO DE RESISTÊNCIA, da qual a obra ora apresentada é fruto, sob a orientação dos Professores Doutor Selvino José Assmann (UFSC) e Daniela Muradas(UFMG). Para a pesquisa, realizou inclusive um programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES, sob a orientação do Professor Doutor Àngel Martinez Hernáez, na Universidade Rovira i Virgili, Tarragona, e no Instituto de Pesquisas Sociais (Institut für Sozialforschung), em Frankfurt, tendo como Diretor o Professor Doutor Axel Honneth.
Seu intento se traduz em acompanhar o leitor no desvendamento dos sentidos ocultos de alguns dos principais elementos que formam e caracterizam a luta de classes, contextualizando-os em um cenário mundial de alta complexidade. Com isso, objetiva auxiliar a tomada de consciência dos sujeitos, especialmente os trabalhadores, cada vez mais espoliados, alienados e adoecidos, e a própria construção de uma prática de resistência que alcance o campo político.
Para tanto, se municia de conhecimentos multidisciplinares, especialmente jurídicos e filosóficos, aprofundando o conteúdo e com simplificação da escrita. Torna Blumenau, sua cidade de origem, o ponto de partida de uma jornada global, revisitando mais de dois séculos de história do capitalismo.
Como costuma ocorrer com aqueles que acreditam ser o trabalho fonte de dignidade, não somente de riqueza material, ela não está só, sendo O ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES COM A GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA E O ESPAÇO POLÍTICO DE RESISTÊNCIA acompanhada, dentre outros, de ninguém menos do que Hegel, Marx, Arendt, Baumann, Habermas, Foucault, Souto Maior, Piketty e Mézsáros.
Assim, foi com imensa honra que recebi o convite desta consagrada Advogada, Professora e Pesquisadora, para tecer uma breve apresentação desse verdadeiro legado de inestimável valor. Agradeço sua generosidade em compartilhar com todos seu estudo, fruto de uma vida inteira de reflexão na busca de um futuro mais justo.

Título: O Adoecimento dos Trabalhadores com a Globalização da Economia e o Espaço Político de Resistência

Autor: Elsa Cristina Bevian

Código de Barras: 9788594770905

Páginas: 396

Valor: R$ 90,00

ISBN: 9788594770905

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
CAPÍTULO 1
CAPITALISMO GLOBAL E ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES . . . . . . . . 31
1.1. O ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES: UM FENÔMENO
LOCAL E GLOBAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
1.2. A POLÍTICA PÚBLICA DE SAÚDE DO TRABALHADOR: UM
OLHAR A PARTIR DA REALIDADE DE BLUMENAU . . . . . . . . . . . . . 53
1.3. AS PERSPECTIVAS SOCIAIS DOS TRABALHADORES
DIANTE DA SUA CONDIÇÃO DE INCAPACIDADE PARA O
TRABALHO, GERADA PELO PRÓPRIO TRABALHO. . . . . . . . . . . . . . 78
CAPÍTULO 2
DESENVOLVIMENTO E AS TRANSFORMAÇÕES DO CAPITALISMO:
DO PENSAMENTO DE HEGEL E MARX À ERA DA GLOBALIZAÇÃO. . . . . . . . 93
2.1. O PENSAMENTO DE HEGEL E A CONSTRUÇÃO DA
CONSCIÊNCIA NA RELAÇÃO DE TRABALHO: A DIALÉTICA
DO SENHOR E DO ESCRAVO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
2.1.1. Consciência servil versus liberdade nas relações de trabalho . . . . . . . . . . . . . . . 100
2.1.2. A reviravolta da consciência no mundo do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
2.2. A CONDIÇÃO DO TRABALHADOR: ANÁLISE DE MARX, NO
SÉCULO XIX E A REALIDADE NO SÉCULO XXI . . . . . . . . . . . . . . . 102
2.2.1. A acumulação capitalista e a influência sobre o destino da classe trabalhadora . 114
2.2.2. O salário e o estranhamento no trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
2.2.3. O trabalho na atualidade – séculos XVIII a XXI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
2.3. A TRANSFORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA NA
PERSPECTIVA DE CLASSE DO INDIVÍDUO E A IDENTIDADE
DOS TRABALHADORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
CAPÍTULO 3
O ESTADO E AS RELAÇÕES DE PODER: A ORDEM JURÍDICA E A
DEFESA DOS DIREITOS SOCIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
3.1. O SISTEMA DE JUSTIÇA NO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
3.1.1. Legislação previdenciária e práticas médicas: B31 x B91 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
3.1.2. O uso indevido do conceito ‘doença degenerativa’ em exames de imagem e
laudos periciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163
3.2. SOBERANIA, PODER, BIOPODER E BIOPOLÍTICA . . . . . . . . . . . . . 168
3.3. O DIREITO E O PROCESSO DE COLONIZAÇÃO DO MUNDO
DA VIDA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
3.4. A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS NO ÂMBITO
INTERNACIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 188
3.4.1. Metaconstitucionalismo: uma ideia de paridade entre normas da OMC e OIT . . 196
3.4.2. O trabalho das Associações Internacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
CAPÍTULO 4
OS RUMOS DA TEORIA CRÍTICA: A LUTA PELO RECONHECIMENTO,
REDISTRIBUIÇÃO E RECONSTRUÇÃO NORMATIVA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215
20 O ADOECIMENTO DOS TRABALHADORES COM A GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA E O ESPAÇO POLÍTICO DE RESISTÊNCIA
4.1. O CONCEITO DE RECONHECIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
4.2. A RECONSTRUÇÃO NORMATIVA DA TEORIA CRÍTICA . . . . . . . .230
4.3. UM DIÁLOGO COM AXEL HONNETH SOBRE O MUNDO DO
TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231
4.4. O DIREITO À LIBERDADE E SEUS PARADOXOS . . . . . . . . . . . . . . . 243
CAPÍTULO 5
POLÍTICAS DE RESISTÊNCIA A PARTIR DA DINÂMICA DO CAPITALISMO . . 257
5.1. A AÇÃO E O CRITÉRIO ÉTICO DO CUIDADO DE SI . . . . . . . . . . . 257
5.2. O PODER E A POSSIBILIDADE DE RESISTÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . 270
5.3. ESPAÇOS E EXERCÍCIOS DE RESISTÊNCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 280
5.3.1. O exercício da resistência através da política pública de saúde do trabalhador . . 285
5.3.2. A resistência possível na perspectiva Marxista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289
5.3.3. A resistência possível numa leitura filo-capitalista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296
5.3.4. A economia solidária como resistência e alternativa para ressignificação das
relações humanas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
5.4. ABRIR FENDAS NO CAPITALISMO: UMA LUTA PARA ALÉM
DA TRANSFORMAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 308
CONSIDERAÇÕES FINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329
ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337
ANEXO 1 – INFORME DA OIT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337
ANEXO 2 – ENTREVISTA REALIZADA POR CARLOS JULIANO BARBOSA,
DA AGÊNCIA REPÓRTER BRASIL, EM 12-08-2013, A KEVIN
SLATEN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355
ANEXO 3 – CARTA DENÚNCIA MOVIDA - SC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 357
ANEXO 4 – ENTREVISTAS COM TRABALHADORAS SEQÜELADAS,
PORTADORAS DE LER . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
ANEXO 5 – ENTREVISTA COM O PROF. DR. AXEL HONNETH . . . . . . . . . . . . . . 378
ANEXO 6 – QUESTIONÁRIO PARA STEPHAN VOSWINKEL, SOCIÓLOGO
DO INSTITUTO DE PESQUISAS SOCIAIS DE FRANKFURT . . . . . . . 388
DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTUDOS E PESQUISAS DE SAÚDE
E DOS AMBIENTES DE TRABALHO - DIESAT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 394

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