O que dizer à sua melhor amiga no dia do aniversário dela?...

O que dizer à sua melhor amiga no dia do aniversário dela? – Por Bartira Macedo de Miranda Santos

Por Bartira Macedo de Miranda Santos – 19/07/2016

Uma homenagem à Andrea Ferreira Bispo.

Amiga, aqui nessa mesa de bar, você já cansou de escutar, centenas de casos de amor!

Amiga, na rua, na chuva, na fazenda e ou numa casinha de sapê, você me ouviu tanto. E tantas vezes eu enxuguei o seu pranto.

Peço perdão mais uma vez se baguncei sua vida. Não tive culpa se você chorou, se não deu certo. Foi tudo culpa do amor.

Não sei por que esse amor existiu entre nós. Agora só resta esquecer. O tempo é que vai dizer, só sei que está tudo acabado entre eu e você. E eu gostava tanto de você. Ah, se eu pudesse te abraçar agora, poder parar o tempo nessa hora, pra nunca mais eu ver você partir.

Por favor, pare, agora!

Pare! Até quando você vai ficar e mudar minha vida?

No toca fitas do meu carro, uma canção me faz lembrar você.  Ascendo mais um cigarro e procuro te esquecer.  O seu lado está vazio. Você tanta falta me faz.

Quanto mais eu penso em lhe deixar, mais eu sinto que não posso. Pois eu já estou na sua vida, muito mais do que devia.

O medo de ficar só me apavora e eu me desespero!  Só me resta pedir sua ajuda. Pedir que você não me deixe meu amor!

Amiga, você é algo assim… é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Das lembranças que trago na vida, você é a saudade que gosto de ter. Sonho meu, vai buscar quem mora longe. Eu nem sei aonde você se esconde. Oh, Lua, me diga por favor onde anda aquela ingrata. Entre rios e mares eu vou sair por aí pra ver se eu te encontro.

Se for por mim, você nunca sente dor. Eu vou te dar todo o meu amor. Se você gostou dos meus carinhos, eu posso estar onde estiver, mas voltarei.

Eu não vou negar que sem você tudo é saudade. Você traz felicidade. Eu não vou negar.

Amiga, eu sei que estou enchendo o saco. Mas todo bebum fica chato, valente e tem toda razão. Afaste de mim esse cálice. Eu bebo da pinga porque gosto dela, bebo da branca e bebo da amarela. E às vezes chego a te encontrar num gole de cerveja.

O meu amor virou brinquedo pra ti, põe na minha boca o mel, logo em seguida o fel. Depois vem de mansinho querendo agradar, falando palavras bonitas para me conquistar.  Só não aceito esse teu jeito de querer me amar.

Pra que chorar sua mágoa, se afogando em agonia, dance o xote da alegria! Saudade inté que assim é bom.

Eu só quero um amor que alegre o meu sofrer, um xodó assim, do meu jeito assim, que alegre o meu viver. Outra pessoa não servirá. Tem que ser você sem porque sem pra que. Tem que ser você, sem ser necessário entender.

Amiga, vem, vamos embora, que esperar não é saber! Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Não se vá!  Não me abandone, por favor, pois sem você vou ficar louca!

Amiga, olha pelo espelho a dama de vermelho que vai se levantar. Olha aquela moça, aquela bem baranga.  Ela tem bigode, ela diz pobrema, sem falar na pança… Ninguém sai com o coração sem sangrar ao tentar revê-la.

Tu que sabes quanto eu te amei. Que sabes que chorei. Na hora do adeus, você olhou para mim e não acreditou ao ver chegar ao fim. Me perguntou “porque” mas eu não respondi. Porque toda paixão, toda palavra, vale nada quando chega o amor.

Veja como é lindo o por do sol daqui. Eu só quero ter na vida simplesmente um lugar de mato verde pra cantar e pra colher.  Ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer. E o que me importa é não estar vencido, minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos.

Nessa cidade todo mundo é do D’oxum. Homem, menino, menina mulher. A força que mora n’água não faz distinção de cor e toda cidade brilha.

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

Meu Deus do céu, diga que isto é mentira. Se for verdade esclareça, por favor. Sua história mal contada não me sai do pensamento. Está fazendo mais um ano que você me disse adeus!

É o amor que mexe com a minha cabeça e me deixa assim.

Eu bem que te avisei para não levar a sério nosso caso de amor. Eu sempre fui sincero e você sabe muito bem. Eu não te prometi nada.

Você esqueceu de tanta coisa que um dia me falou. Eu te darei o céu, meu bem, e o meu amor também. Tanto coisa que somente entre nós dois ficou. E acaso esse motel é o mesmo que me trouxe na lua de mel, é o mesmo que me prometeu o céu e agora me tirou o chão.

E pra matar a tristeza, só mesa de bar. Quero tomar todas, vou me embriagar.

Hoje vai ter uma festa! Parabéns pra você!

Parabéns agora e feliz aniversário, amor!

Estou feliz agora, depois que tudo acabou!

Mas a toda hora vou estar presente, você vai ver!


Texto formado pela mistura de letras de músicas brasileiras de todas as regiões, especialmente a Norte, Nordeste e Centro-Oeste. São cantores, músicos e bandas citados: Reginaldo Rossi, Diana, Tim Maia, Luiz Ayrão, Wanderleia, Zezé de Camargo e Luciano, Barto Galeno, Roberto Carlos, Kid Abelha, Milton Nascimento, Banda Real Som, Wanderlei Andrade, Geraldo Vandré, Agnaldo Timóteo, Peninha, Ney Matogrosso, Vitor e Léo, Luiz Gonzaga, Elis Regina, Zé Ramalho, Hilton Vargas, Maria Bethânia, Jane e Herondy, Ney Matogrosso, Milionário e José Rico, Pedra Letícia, Naiara, Xuxa, e outros.  


Bartira

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Bartira Macedo de Miranda Santos é professora de Direito Penal e Direito Processual Penal da Universidade Federal de Goiás, é Pós-doutoranda pela PUC-GO e bolsista Capes. Autora do livro Defesa Social: uma visão crítica, 2015, pela Coleção Para Entender Direito (www.paraendetenderdireito.com.br).
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