Nossas crianças sírias – Por Phillip Gil França

Nossas crianças sírias – Por Phillip Gil França

Por Phillip Gil França  07/04/2017

Crianças mortas após um ataque químico.

Agora, EUA lançam mísseis poderosos contra um país em conflito antigo (certamente, mais velho que os próprios EUA).

Rússia jurou que tal iniciativa militar poderá trazer consequências.

Sim, as crianças continuam mortas.

Exato, o conflito não irá se encerrar.

Naturalmente, novas mortes virão.

A vingança de terceiros é tão fria quanto aquela que faz duas covas (Confúcio)?

Desculpem-me, mas eu tenho plena certeza de que os EUA não têm qualquer moral para atacar alguém em razão do uso de armas químicas contra crianças.

Ou se esqueceram o que fizeram no Vietnã?

Estamos a falar, sobre o ocorrido nesse dia 6/4, de um ataque bélico irresponsável, intempestivo e que visa um namoro pervertido com a indústria de armas, para, depois, se deitar com a amante indústria de medicamentos.

Trump está curtindo seu momento DEUS, ao lado das armas, com o poder da MORTE em uma ponta da cama e, na outra ponta, aos beijos dos medicamentos com o poder da CURA.

Peço, apenas, que a outra loucura, a do camarada Putin, seja auto contida com sua já testada experiência no poder.

Os interesses econômicos de todos os envolvidos pagam os sacos onde as crianças estão, agora, ´nanando´?

Crianças não dormem. Não morrem.

Nanam.

Quem as embalou para o soninho chegar?

Quem estará lá quando cada criança acordar?

Elas acordarão.

Verão um mundo sem asfixia, sem ardência, sem dor.

E os Chefes de Estado continuarão chefes.

Não estão em sacos.

Não estão sozinhos.

A escuridão não os acompanham.

Será que não?

Sombras de uma civilização perdida, estragada, apodrecida e assassina de crianças.

Só os inocentes morrem na guerra.

Nanam, crianças.

Meu beijo na testa de cada uma.


PhililipPhillip Gil França é Pós-doutor (CAPES_PNPD), Doutor e Mestre em direito do Estado pela PUC/RS, com pesquisas em “Doutorado sanduíche – CAPES” na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Membro do Instituto dos Advogados do Paraná. Professor de Direito Administrativo (mestrado e graduação) da Universidade de Passo Fundo, autor dos livros “Controle da Administração Pública”, 3 Ed. (RT, 2011) e “Ato Administrativo e Interesse Público”, 2 Ed (RT, 2014), e tradutor da obra “O Princípio da Sustentabilidade – transformando direito e governança“, de Klaus Bosselmann. Professor dos Cursos de Especialização do IDP (Brasília), Abdconst (Curitiba) e Unibrasil (Curitiba). Email: phillipfranca@hotmail.com / Facebook: Phillip Gil França


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