Indicação de livros na área da Psicologia Jurídica

Indicação de livros na área da Psicologia Jurídica

Por Andressa Darold – 19/03/2017

A aplicação de conhecimentos psicológicos na área do Direito auxilia o entendimento e nos proporciona inúmeras perspectivas de um mesmo cenário. Pensando nisso, a Empório do Direito selecionou cinco livros na área da Psicologia Jurídica, uma campo em ascensão. Confira!

1- O Trabalho do Psicólogo no Campo Jurídico

O Trabalho do Psicologo no Campo Juridico

“Tem por objetivo contribuir para a produção de conhecimento psicológico sobre o universo jurídico e auxiliar professores, pesquisadores, profissionais e alunos de psicologia no processo de ensino-aprendizagem e de pesquisa de assuntos e referenciais bibliográficos produzidos por autores brasileiros nesse âmbito.

Autores: Dario Cunha Ramirez, Roberto Moraes Cruz e Saidy Karolin Maciel
Editora: Casa do Psicólogo

2- Psicologia Jurídica no Brasil 

“Nova edição revista e ampliada deste livro que apresenta didaticamente um ramo da psicologia em franca expansão e desenvolvimento no Brasil: a psicologia jurídica. A Psicologia é um recurso cada vez mais utilizado no âmbito jurídico, em casos de divórcio, adoção, delinquência juvenil, entre muitos outros. Psicologia Jurídica no Brasil traz textos que apresentam uma discussão legítima a respeito do papel desse tipo de profissional em processos judiciais, apresentando didaticamente essa área que está em franca expansão e desenvolvimento. Uma coletânea dividida em capítulos de acordo com as práticas que envolvem as instituições jurídicas – Varas de Justiça, Conselhos Tutelares, prisões, abrigos, unidades de internação, entre outras – e que aborda os muitos e diversos setores e questões de que trata o mundo jurídico. Uma obra de interesse para professores e estudantes de psicologia, direito e demais interessados no tema.”

Autores: Eduardo Brandão e Hebe Signorini Gonçalves
Editora: NAU Editora

3-Temas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica I

“Aprofundar o estudo da relação criminologia– saúde mental e propiciar o acesso amplo a informações fidedignas é o que pode tornar o futuro mais promissor. Esta é uma das tarefas do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica (Nufor) do Instituto de Psiquiatria do HC.”

Autores: Antônio de Pádua Serafim, Edgard Luiz de Barros e Sergio Paulo Rigonatti
Editora: Vetor Editora

4-Psicologia Jurídica no Processo Civil Brasileiro 

Psicologia Juridica no Processo Civil Brasileiro

“A Psicologia Jurídica concilia a Psicologia com o Direito, apresentando uma interessante interface entre essas duas ciências na compreensão do comportamento humano. No caso de sua aplicação no Direito de Família, também analisa e compreende os contextos dinâmicos das relações familiares e as transformações sociais nas diferentes estruturas do conceito de ?família?. No tocante aos direitos fundamentais da criança e do adolescente, está a serviço da proteção integral desses seres em formação. A Psicologia Jurídica é uma ciência em expansão, e este estudo busca examinar a perícia jurídica, estabelecendo-se os critérios para a realização da prova pericial no processo civil, no tocante à admissibilidade, ao momento de pedir a prova pericial, às fraudes periciais etc. A perícia psicológica será enfocada quanto aos aspectos legais e finalísticos, ressaltando-se a importância das implicações éticas no exercício profissional do psicólogo, bem como a atuação do psicólogo judiciário nas Varas de Família e nas Varas da Infância. Não se pretende esgotar o assunto, mas abranger a maior quantidade possível de aspectos relevantes a quem tenha interesse em conhecer e obter as diretrizes para a atuação correta e ética do psicólogo jurídico (perito ou assistente técnico).”

Autor: Denise Maria Perissini da Silva
Editora: Forense

5- Varas de Família – Um Encontro entre Psicologia e Direito

“O encontro entre Psicologia e Direito vem suscitando importantes questões éticas, especialmente pelo fato destes saberes estarem perigosamente implicados na prática de traçar destinos e impor regras e normas de convivência para as pessoas. Neste sentido, o livro propõe questionar a política de normalização que vem atravessando o espaço das varas de família, o que se faz notar claramente no fato de muitos homens e mulheres continuarem presos a identidades naturalizadas, que limitam suas possibilidades singulares de existência e acabam por produzir uma série de conflitos relacionais.
O caminho aqui trilhado se inicia com a história da formação da família moderna, das identidades de gênero e dos papéis cristalizados atribuídos ao pai e à mãe. Em seguida, é realizada uma articulação entre essas evidências historicamente produzidas e determinadas práticas psicológicas e jurídicas normalizadas e normalizadoras, ou seja, práticas assentadas em normas e que reproduzem normas. Foram também realizadas entrevistas com mães e pais, que buscaram na justiça respostas para seus conflitos de família. A análise do discurso destes indivíduos possibilita observar como as questões levantadas pelo livro interferem ativamente na vida cotidiana das pessoas, na produção de seus medos, de suas angústias e de um crescente empobrecimento no mundo das relações afetivas.
Finalmente, com inspiração na estética da existência proposta por Michel Foucault, procurou-se pensar em algumas possíveis saídas éticas para além do cenário apresentado, de modo a começarmos a vislumbrar a possibilidade de invenção de “um novo direito relacional”.

Autor: Érika Figueiredo Reis
Editora: Juruá

Fonte: Livraria Cultura Estante Virtual Nau Editora Casa do Psicólogo Saraiva Forense Juruá


 Imagem Ilustrativa do Post: Boring // Foto de: Owen Massey McKnight // Sem alterações

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