Família: papai, mamãe, titia? – Por Elisabeth Bittencourt

Família: papai, mamãe, titia? – Por Elisabeth Bittencourt

Por Elisabeth Bittencourt – 19/05/2016

À minha filha, que me ensinou a pós-modernidade…

Hoje pela manhã, lembrei-me de um grafite que li num muro em Olinda – linda cidade de Pernambuco! – na década de 70 do longínquo século passado. Quando se fala em família, de lá para cá, uau… Aliás, esse é um escrito cheio de uaus…

Estava grafitado: família é barra! Na época, em plenos tempos de rebeldia, apesar e também por causa da ditadura militar no Brasil e também pelo que acontecia no mundo – as barricadas do desejo de maio de 68 ainda impregnavam o ar -; o que pesou mesmo foi a barra.

A barra pesava…em nossos ombros e em nossas esperanças. Era preciso mudar… Mudar a família, arejar o amor e soltar o sexo: ele deveria ser livre! Uau…

Naqueles tempos os costumes beiravam a severidade, conforme o lar em que se nascia, principalmente para nós, as mulheres. Os homossexuais, então… Esses eram proscritos e patológicos. Poucos tinham coragem de se pronunciar…

Moça que não era virgem, já se sabe: caía e não levantava nunca mais. Era preciso casar virgem! Sexualidade era um assunto que deveria permanecer em reserva, apesar de, como sempre, explodir pelas esquinas e sofás das casas de família. Quem por acaso perdesse a virgindade, era logo vista como “insuficiente”, como uma mulher lá de Tracateua (PA) me contou.

Os nossos destinos pareciam estar selados: a família era patriarcal e a moral era sagrada. Haja barra! E o que era pior: para nós, jovens, não havia esperanças para uma vida em que o prazer pelo menos mostrasse sua cara.

A bula da classe média prescrevia uma vida morna, amordaçada por valores que submetiam o sujeito, fazendo com que ele ficasse contente porque ganhava quatro mil cruzeiros por mês, como cantava Raul Seixas, esperando com a boca cheia de dentes a morte chegar. Isso era a regra! Para os homens, é claro!

Às mulheres de casa, estava reservado o destino de em casa permanecer: “mulher pra mim é que nem uma galinha presa numa arapuca, não é nem solta”. A imobilidade era o nosso futuro naqueles tempos!

Era preciso então lutar – luta e prazer era o mote da época! Éramos rebeldes. Tínhamos uma ideologia que atravessava a política, mas que queria alcançar as subjetividades. Era preciso forçar a barra!

O que aqueles tempos anunciavam era a inauguração do que hoje sentimos na carne: a pluralidade. Porque se Isso nos anima, a pluralidade, Isso tem consequências. E nem pensar em voltar atrás: o que é que vem depois?

É claro, se naqueles tempos havia a rebeldia dos jovens, existiam também aqueles que não se identificavam com aquelas lutas e seguiam o exemplo dos pais…

Na verdade, no mundo todo, adolescentes, negros, padres, bichas e mulheres, como cantava Caetano Veloso, faziam o carnaval, ou seja: lutavam por novos valores… A beleza da negritude era plantada apesar do racismo, a bandeira da homossexualidade era rasgada, à revelia das polêmicas. O adolescente era um jovem com potencial para mudar o mundo! Essa era a nossa utopia, e os jovens, diferentemente dos dias atuais em que são considerados assassinos em potencial, eram chamados de revolucionários tanto na política quanto nos costumes…

Uma ressalva: Bertolucci, diretor de cinema italiano – vejam “Os sonhadores” -, conta numa entrevista que, em 1968, dormíamos tendo a certeza de que o dia seguinte seria um novo dia e que eles, nós, os jovens, seríamos os principais protagonistas dessa mudança!

É… é assim que era!

Família, Papai, Mamãe, Titia?

Mariana diz que é tradicional. O tradicional de Mariana chama atenção. Mariana tem 33 anos, já casou duas vezes sem passar pelo cartório, voltou para a casa da mãe, está fazendo doutorado, arrumou um namorado e diz que é tradicional.

Ela diz que é tradicional porque quer construir uma família naquele sentido: papai, mamãe e filho. Tudo junto numa casa. O seu primeiro casamento já incluía um filho que era só dele. Já não era papai, mamãe, titia. Como muitas, nos tempos atuais, Mariana é contemporânea e tradicional. Contemporânea porque herdeira das conquistas das mulheres do século passado: não entende como uma mulher pode não trabalhar, ganhar seu próprio dinheiro. Mariana usufrui de uma liberdade possível. Faz parte daquela tribo que paga o preço de suas escolhas. Nos dias que correm muitas tribos não querem pagar nada: essa é a moeda circulante dos tempos atuais!

Tradicional, porque não acha que a vida amorosa deva ser vivida como se não existissem perdas. Há perda, algo falta, não somos totalmente demais. O vazio existe. A condição trágica nos constitui. Veremos como esses pequenos detalhes tem relevância para o que quero dizer…

Mariana sabe sem saber que algo lhe foi subtraído desde sempre. Que existe a morte e a lei da linguagem se impõe como uma barra: não podemos falar duas coisas ao mesmo tempo, e muito menos podemos falar a coisa toda. As mulheres bem que tentam! Estamos todos submetidos ao código da língua para poder dizer, já sabendo que quase nada dizemos, mesmo assim, para ir adiante é preciso seguir em frente, dizendo. Vocês conhecem Paulo Leminski?

Mariana tem uma penca de amigos que expõem a diversidade dos tempos atuais. Um de seus amigos, da ala mais jovem, se diz bissexual: gosta dos dois sexos. Mariana fica curiosa: de que se trata? Às vezes conclui que, se é possível amar tanto um homem quanto uma mulher, isso não seria melhor? Pelo menos a reserva de mercado ficaria maior – aparente vantagem – ; mas logo pensa: será que Isso dá certo?

Mariana enquanto índice estatístico conforme uma pesquisa da Folha de SP de 2007 (p.8) –  Isso faz muito tempo! – representa os 57% daqueles que responderam que aceitariam que seu filho ou filha tivesse como par alguém do mesmo sexo. De 2007 para cá, o preconceito com as relações homoafetivas afrouxou mais ainda, mas não se iludam, há aqueles para os quais nada parece ter mudado. E eles são contundentes! Expressam a radicalidade que a pluralidade fertiliza dando potência e direitos tanto ao oito quanto aos oitenta, fazendo do oito ou oitenta uma medida retrógrada. Essa é a medida da pluralidade: todos têm direito e potência e poucos limites.

Mariana faz parte daquela tribo que sabe – na prática – sem saber que sabe, que não existe marcação da diferença sexual no inconsciente que é sexual, mas não sexuado. Torna-se homem ou mulher ao final de um percurso edipiano que exige de cada um renúncias quase impossíveis: o amor de mamãe e papai, as disposições bissexuais primárias que nas mulheres são mais acentuadas.

Assim, ninguém nasce homem, ou mulher, tornamo-nos homens ou mulheres, ao fim de um percurso edipiano em que a anatomia dá o destino, mas não acopla o gênero – homem ou mulher – ao órgão. Lacan diz que é a linguagem que dá o destino e Freud que a disposição é bissexual. A cultura seria então agenciadora dos destinos diferenciados dos homens e das mulheres?

O amigo de Mariana me põe a pensar… Afinal, cada vez escuto mais por aí pelos cantos das cidades a nomeação: sou bissexual! Como psicanalista, me deixo afetar pelos ecos da minha escuta: de que se trata? A disposição bissexual estaria perdendo o seu caráter de disposição e se tornando uma posição sexual?

Do ponto de vista do inconsciente, a diferença vai ser dada pelo modo como os sujeitos se inscrevem na “ordem fálica que organiza o desejo, mas que não fixa necessariamente o gênero à sexualidade” (KHEL, 1996, p.13). Essas afirmações em dias atuais ainda espantam, mas não causam a incredibilidade que causavam no inicio do século passado, quando Freud lançou “Os três ensaios para uma teoria da sexualidade” (FREUD, 1989, vol. 7). Hoje, cada vez mais, é fácil constatar que o órgão sexual é um semblante que por si só não tem o poder de definir um caminho a ser trilhado pelo desejo e o objeto sexual que o satisfaça: os homossexuais, travestis e transexuais que o digam.

Tal visibilidade, entretanto, tem consequências éticas que incidem nas formações subjetivas pós-modernas. O Édipo ainda serve como matriz estrutural para novas famílias que não são mais: papai, mamãe, titia? Na maioria dos casos, escuto a presença forte do Édipo, mas não quero me furtar de perguntar sobre as novas construções familiares e seus efeitos: não mais Édipo e sim Hamlet?

De um lado, é interessante que tais particularidades se mostrem. Seria a vitória de um Bem cultivado por todos nós que lutamos pela liberdade: “a vitória do pluralismo”, o relaxamento das repressões sociais. No entanto o pluralismo não é uma via de mão única e também cobra um preço alto, como de alguma forma Lou Andréas Salomé (s/d) profetiza ainda no final do século XIX, ao perguntar pelos prejuízos e vantagens para nós mulheres, de fazermos parte da massa de trabalhadores incluídos no mercado de trabalho. Ou seja: toda conquista inclui uma perda!

A BARRA

Estamos num tempo em que não são mais os filhos que temem perder o amor dos pais, agora são os pais que temem perder o amor dos filhos. Uau…O que foi que aconteceu com aquele barra que ainda nos anos 70 pesava sobre nossos desejos?

A barra que pesava se liquidificou como Bauman (2004) diz, e encontrou outros contornos para as posições sexuais, engendrou outros anseios que contaminaram o amor e as famílias, que ainda no século passado pareciam prenhes de imobilidade. As separações que o digam…

Recorrendo à estatística apenas como um dos possíveis índices que ilustram as mudanças nas famílias, a virgindade, pecado maior do século passado, como todos sabem, perdeu o seu posto e ganhou um nome que indica o quanto a barra não pesa mais sobre essa antiga proibição: sexo delivery familiar (Folha de SP, p.18). Trata-se da negociação que acontece nos lares se o filho ou a filha pode dormir em casa com os namorados. Alguns acreditam que assim os filhos ficariam mais próximos e sairiam menos de casa.

A virgindade nos tempos atuais lembra o preconceito que havia na década de 60 com o desquite e com os biquínis, principalmente se usados por mulheres grávidas. Hoje, nenhum pesquisador cogitaria colocar questões sobre o divórcio: o assunto foi vencido pela modernidade!

E como o título do texto sugere, a família tem uma outra composição: não é mais papai, mamãe, titia.  Agora, ainda em pequena proporção, apenas 2% das famílias pesquisadas pela Folha de SP em 2007, têm uma composição que até ganhou uma nova nomeação: “miscigeração” (Folha de SP, p.58).Trata-se daquelas famílias que convivem com filhos do casamento anterior e do atual, rasgando o véu da maldição que a madrasta e o padrasto carregam desde o início dos tempos. Para essas famílias o Édipo ainda seria uma espécie de matriz das identificações?

O que escuto é que tanto o padrasto como a madrasta acabam fazendo parte daquilo que Freud chamou de romances familiares, colocando lenha na fogueira dos amores e das rivalidades, servindo de fonte de identificações e também ocupando um lugar que indica para os possíveis enteados que há amor por parte deles, mas também lei. É claro que nem sempre a cena é tão favorável assim…

NOS DIAS QUE CORREM…

Se a sensação do muito distante fulgura aos nossos olhos é porque daqueles tempos para cá uma avalanche de mudanças subjetivas e coletivas nos arrastou, mergulhando-nos em mares de não saber. Os recursos disponíveis são parcos diante de tantas questões que o dia-a-dia nos oferece, seja na clínica, nas escolas, nas relações sociais; no terreno sexual, então…

O momento é de interrogações: o impasse gerado pela abertura para um maior pluralismo, na busca de dar uma maior dignidade ao advento da singularidade do sujeito, acabou gerando um clã social com poucas condições de transmitir a seus herdeiros uma via de acesso a uma posição desejante, sustentada pela Lei, ou seja: há limites! E mais, essa é uma viagem sem volta: o que vem depois?

Na verdade, a parentalidade nunca deu conta da transmissão das condições que favoreçam o sujeito. Neste terreno, as coisas sempre são cheias de dificulidades, como se diz no Maranhão, mas na confusão dos tempos atuais há uma dificuldade particular na transmissão às próximas gerações das insígnias que indicam perda, falta, negatividade: marcas da tragicidade do ser.

Parece que fomos “entodados”, conforme expressão de Lebrun (2008, p.38), que escreve sobre o assunto. Não acreditamos mais na nossa tarefa em prescrever o tudo não é possível em detrimento do tudo é possível.  Isso leva a banalizações daquilo que encontrava na tradição suas marcas produzindo afirmações surpreendentes, conforme escutei de um homem, digamos assim dentro dos padrões atuais, bem empregado, pai de filhos, uma cabeça boa, como se diz por aí, que me perguntou por que o incesto seria proibido. Ele não via razões para tal interdição, me fazendo entender um pouco mais da lógica jurídica que não criminaliza o incesto.

O de que se trata, na verdade, como “dado irredutível da condição humana” (LEBRUN, 2008, p.27) , é a necessidade de instalar o ritual da perda, presentificada de forma radical pela morte. Conforme palavras de Bataille: se você morre, não sou eu quem morre.

Segundo Lebrun, será necessária a transmissão de condições para a criança tornar-se um ser social: “(…) ‘educada’, isto é, iniciada a pensar por si mesma e suficientemente conduzida para fora – ex-ducere – a fim de que possa se virar sozinha” (LEBRUN, 2008, p.29). Ou seja, coisa muito difícil e de suma importância, ou melhor, condição de sobrevivência nos dias atuais: “(…) é indispensável que ela encontre um ponto de apoio que a autorize a deixar o primeiro Outro, a mãe, ao qual, através de suas palavras, ela sempre está primeiro alienada. Este ponto de apoio de que ela dispõe é o que costumamos chamar um pai” (LEBRUN, 2008, p.29). Pai no sentido do lugar do Outro da linguagem que submete o ser que fala à suas leis.

Philippe Julien diz que um pai nunca alcança plenamente esse lugar. Sempre falta algo a um pai falante. Sim… mas, nos tempos atuais, falta algo aos pais, que Lebrun chama de legitimidade. Os pais, hoje em dia, sofrem do mal da ilegitimidade. Eles não têm mais coragem para dizer: faze o que seu pai está dizendo, eu sei o que estou falando… Não vão pensar que com Isso estou dizendo que um pai sempre sabe o que fala. Lembro sempre de um personagem do filme Cidade de Deus: “pai só fala merda”; nem por isso, esse lugar perde sua importância para a formação psíquica.

Um dos efeitos do Bem do pluralismo, “em si-bem vinda”, como diz Lebrun (2008, p.15), reduz a legitimidade de uma opinião a seu autor. Só ele é responsável pelas suas palavras: “Com efeito, entrar no que se chama a modernidade é tomar noção de que a legitimidade afinal se funda sobre si mesma” (LEBRUN, 2008, p.25). O Outro não tem legitimidade? A questão que fica então é: onde posso me enganchar num mundo tão pluralista?

Por fim, pergunto: e a diferença sexual? Esta que nem marcação tem no inconsciente e que como diz Maria Rita Khel, está reduzida no discurso a uma mínima diferença? Cada ser falante pode sexuar-se de uma forma particular? Mas… o que interessa à Psicanálise não são as pequenas diferenças que uma-a-uma a subjetividade pode revelar?

Se pensarmos então a nível do discurso no campo do masculino e do feminino, nessa onda de pode tudo, encontraremos o feminino e o masculino manifestados em múltiplas combinações que, no seu limite, apresentariam uma sexualidade tão particular quanto entodada, fechada em torno de si e com sérias dificuldades de encontrar pares ímpares para o laço amoroso e sexual?

Pergunto então junto com Lebrun: ao querer acabar com a hierarquia e desigualdade dos sexos, o que aconteceu com a questão da assimetria necessária à promoção do simbólico? A diferença dos sexos: “(…) prestava-se maravilhosamente bem ao ‘apoio’ a essa obrigação, induzindo, é claro, um mal-entendido que durante séculos impôs o silêncio das mulheres, tratadas como inferiores, na vida da Cidade” (LEBRUN, 2008, p.136). Uau… Isso que é um mal-entendido! Dura séculos!

De uma coisa já sabemos: os tempos atuais insistem em querer varrer da cena cotidiana o ritual da perda! Aquela barra dos anos 70 se dissolveu! Agora, só queremos ganhar! Seria essa uma medida da felicidade “hiper moderna”, conforme Lebrun prefere chamar os “tempos atuais”? Ainda bem que existem os amores – pelo menos, por enquanto –, e suas condições radicais de existência, para mostrar que os príncipes ou as princesas não existem, sejam eles ou elas heterossexuais, homossexuais, bi, transexuais, travestis, drag queens ou drag kings, ou até…

Para terminar, Paulo Leminski:

O que quer dizer, diz
Não fica fazendo
o que, um dia, eu sempre fiz.
Não fica só querendo, querendo,
coisa que eu nunca quis.
O que quer dizer, diz.
Só se dizendo num outro.
o que um dia se disse,
um dia, vai ser feliz.


Notas e Referências:

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido. Sobre a fragilidade dos laços humanos. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Jorge Zahar: Rio de Janeiro, 2004.

LEBRUN, Jean Pierre. A Perversão Comum. Viver Juntos sem Outro. Tradução: Procopio Abreu. Companhia de Freud: Rio de Janeiro, 2008.

LEMINSKI, Paulo. Distraídos venceremos. Brasiliense: São Paulo, 2002, p.36.

FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). Obras psicológicas completas de Sigmund Freud, v.7. Tradução sob a supervisão de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1989.

KHEL, Maria Rita. A Mínima Diferença. Masculino e Feminino na Cultura. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

Revista família brasileira. Retrato falado. Pesquisa nacional do Datafolha. Caderno especial. Folha de S. Paulo, 7 de outubro de 2007.

SALOMÉ, Lou-Andreas. Eros. Tradução: Manuel Alberto. Relógio D’Água: Lisboa, s/d.


Elisabeth Bittencourt.
Elisabeth Bittencourt é Psicanalista e Escritora. Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise do Rio de Janeiro. Membro do Núcleo de Direito e Psicanálise do Programa de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná – UFPR.
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