Entre-Nós, nova coluna do Empório do Direito!

Entre-Nós, nova coluna do Empório do Direito!

Por Redação – 05/03/2016

Dizer da coluna Entre-nós é, primeiro, agradecer ao Empório do Direito pelo convite e estender desde logo o chamado aos leitores preocupados com o diálogo de intensidades múltiplas sobre a cultura penal.

A coluna será publicada todos os domingos e será escrita sempre por quatro mãos, cada coluna produzida por uma dupla com afinidades intensas e profundo interesse pela democratização do conhecimento.

Assim, apresentar este espaço privilegiado passa, sem dúvida, por tocar seu rastro – uma escritura proposta para além do seu mero nome. Inscrição plural que se anuncia: entre-nós, ademais de querer incidir sob instantes singulares eivados de crítica à naturalização da violência em seus infinitos aspectos, traz em seu fundo o encontro genuinamente plural de dois professores dispostos a ceder em suas categorizações em prol de um profícuo diálogo, desarmados de certezas prontas a serem confirmadas.

Neste sentido preciso, a coluna entre-nós é um espaço des-inter-essado. Desafeto aos inter-esses por assim dizer, afastada da força capital das essências dispostas sempre a cristalizarem-se em blocos unívocos de sentido e aniquilar a alteridade.

Se a diferença é que ecoa daí, sua radical convocação não admite cumplicidades com qualquer sistema penal. Não obstante, tal como numa tessitura, os fios devem se trespassar na direção de uma lúcida reflexão engajada para a crise exposta nas rotinas punitivas. Resistências aos dispositivos de guerra do nosso cotidiano que, catapultados pela argúcia e ardil dos cinismos punitivos, cruzam-se como nós e, sobretudo, em nós.

Enfim, entre-nós primeiramente como relação ética, pari passu disposto a pensar o comum e, especialmente, nele o que há de incalculável e irredutível. Não serão poucos os nós, muito mais quando o assunto são os ban(d)idos pela catástrofe do imperativo punitivo. Restos da história que se acumulam no horizonte, operados pelo progresso de bem azeitadas engrenagens político-criminais.

A urgência desta desconstrução, aqui agora, a todo momento decisivo, apela a cada um de nós. Diante da altura deste desafio e do abismo da violência punitiva não se permitem mais vertigens.

Fica, então, o convite para que todos acompanhem e compartilhem este novo espaço.


Imagem Ilustrativa do Post: Valse musette // Foto de: Ignacio Sanz // Sem alterações

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